ALMA DE POESIA
(André L. Soares)
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Vem até mim, essa mulher dos olhos dóceis,
zelar-me o ego, com carinho... que é sua força,
própria de quem nunca perdera o jeito moça,
mesmo que a vida tão sofrida, assim lhe fosse.
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Belos cabelos, cujo vento em vão contorce
camuflam a aura, pura e frágil como a louça...
esperançosa por reunir a paz que possa
e a liberdade, que jamais lhe foi precoce.
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Por sua palavra até a tristeza ganha graça,
sem haver tempo em que sua luz me seja escassa;
principalmente, quando diante de sua face...
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sou arrebatado de uma nudez que me devasse,...
canção de amor lançada aos céus,... e o vento trouxe
e que em minh’alma fez morada e tomou posse.
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O poema acima é de autoria de André L. Soares, que gentilmente permitiu seu uso. Lei Federal n. 9.610/98 – Respeitem os direitos autorais.
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